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e porque conheci as melhores gentes nem me apetecia voltar à paz.
segunda 04:00 da manhã – apanho boleia com o Jhamil para o aeroporto de EL Alto. Frio pa caraças. No aeroporto dizem-nos que a avioneta se vai atrasar duas horas. afinal não. tudo volta a ser como estava previsto. enfiamo-nos todos dentro da mini avioneta que arranca da pista com os vidros cheios de gelo, incluindo os da frente. pilotos experientes – assim pareciam, que ja sabiam que assim que levantassem voo iam ter luz suficiente a passar pela camada branca para se poderem desviar das montanhas. nasce o sol a abrilhantar os andes. lindo. frio pa caraças.
segunda resto do dia – reuniões, comezainas, cerveja paseña. às cinco da tarde a praça principal enche-se de gente que vem dar voltas infindáveis ao redondel. diz que como não há mais nada para fazer chegam das aldeias todas e passam as noites nisto. curioso. parecido com o roque santeiro.
terça todo o dia – reuniões, comezainas, cerveja paseña.
quarta todo o dia – reuniões, comezainas, cerveja paseña.
quinta todo o dia – reuniões, comezainas, cerveja paseña.
sexta todo o dia – reuniões, comezainas. escapar à tarde das reuniões infidáveis e ir ver as anacondas e os crocs, todos eles em versão carteira ou cinto à saída do parque. momento do dia – quando os tratadores das anacondas deixaram o estrangeiro entrar dentro da jaula para tirar fotografias mais perto. viva a bolivia.
tudo muito parecido com outros sitios tropicais por onde andei, não fossem os mosquitos serem mais pretos, as cobras maiores, e a praça mais animada diariamente. o relax do fim do dia com o sol todo encarnado a anunciar a hora dos bichos foi muito parecido.










