





quando entrei no minibus e me deram uma manta para tapar as pernas achei que era castiço. quando chegámos mais acima percebi que afinal não, era mesmo era necessário. metade da viagem entre la paz e tiquina fizémos a 20 à hora com os vidros teimosamente a encher-se de gelo por fora, e por dentro. a cordilheira real esteve sempre ali ao lado.

o estreito de tiquina foi onde vi pela primeira vez os verdadeiros marinheiros de água doce. não há dos de água salgada na bolivia.

para minha surpresa, passado o estreito esperava-nos um cafézinho bem quente. os pacotinhos de nescafé nesta viagem foram como um kit de primeiros socorros, sempre ali à mão mas felizmente não necessários.





quando cheguei a casa percebi que me tinha esquecido de espalhar protector solar até às orelhas. imagino que o encarnado passe daqui a uns dias. não há que esquecer este tipo de coisas a 3810 m de altitude, o nível da água. as montanhas lá do fundo têm uns 6000 e tais metros.










