


aquele e o de genebra. relógios de milhares de euros, chocolates de vários milhares de contos de reis, fatias de laranja secas com chocolate à volta, bancos, gente do petróleo, roupas da moda, livros em francês aos milhares, lojas de jogos, restaurantes italianos, nada disto existe ou existirá nos próximos muitos anos, nas margens do tenlé sap. cada roca tem seu fuso.

a cinderela nem sabe a sorte que teve em perder o sapatinho na escadaria de um palácio que não era no camboja. se fosse o principezinho, ou prinsuso, havia de se ver grego para encontrar o chanato de cristal.
o mmux veio aterrar na suiça, ao lado de um lago espectacular. está encantado com geneva e com o ar fresco, gente descontraída, e muito muito emigrante. acabou de vir uma senhora aqui ao quarto dizer-me para usar a chave para abrir o cofre, e recomendar-me para que quando saia do quarto carregar a chave “con usted”. despediu-se com “bom dia, vale”. lindo. falar francês para quê?

vão mais de dez horas de distância… acho que vou continuar a pôr posts do camboja, até porque desde as últimas fotos devo ter tirado mais 7 ou 8 gigas delas. incluindo aldeias a boiar no Tonle Sap.

muito muito turistas. o gajo tá a ler o guia e a fumar charuto à porta do templo! de se lhes tirar o chapéu.

o primeiro macaquito que se atravessou na estrada. depois houve mais, e ficaram mais focados, mas não tiveram o mesmo impacto que este. alguns estão habituados a vir ao pé das estradas para pedinchar comida. e os turistas dão.

os porcos estavam vivos e de saúde. phnon phen é conhecida por produzir grande emoção nos estrangeiros quando vêm o que é possível transportar numa motorizada. para transportar dois porquinhos deste tamanho em portugal era preciso… alugar um camião com licença para transportar animais vivos, ter carta de condução especial de corrida, tirar as guias de transporte dos porquinhos, sei lá. por aqui o máximo que vi foram três porquinhos a ser carregados duma só vez, a grunhir pelo caminho.



alugar uma bicla é normalmente uma boa ideia na ásia, quer para experiências urbanas em que uns poucos de “ai meu deus” acabam por sair até da boca de grandes descrentes, quer para as áreas rurais. pode-se parar e tirar fotografias quando se quer, andar devagar, conversar. as fotografias daqui de cima foram fruto de uma pausa para sorver uns golos de água. e em dois segundos dei por ter todo aquele campo de arroz à volta. mais dois segundos e vem a motorizada, como sempre, carregada de gente. depois vem a carripana guiada por um louco a gritar e duas moças a acenar cheias de risos. é bom partilhar estas belas fotos. a última deixou-me especialmente contente.
li no final do dia uma maravilhosa questão “para a India, e outros países sub-desenvolvidos com milhões e milhões de pessoas, atingir o grau de desenvolvimento e conforto que o reino unido atingiu à custa da exploração das riquezas de metade do mundo, quantos mundos seriam precisos?”. fiquei pensativo até porque a pergunta é particularmente interessante por estas paragens, também antiga colónia – dos franceses, também explorada, também com um passado histórico e cultural riquíssimo, também infinitamente pobre, também absolutamente sacrificado por poderes externos. quem é que trouxe o sub ao desenvolvimento que os khmers já tinham?
Filed under: CAMBOJA
mais uma partida da natureza. veio uma rajada de vento e levou cadeiras, placards e quase o toldo. mesmo agora. nem estava a chover quando me sentei para comer a tosta e aventurar-me na hiper-mega-rapida internet do camboja…










