
para quê tanto trabalho? e tanta canseira, noites mal dormidas, ordens e departamentos em câmaras municipais, quando tudo se pode resolver com 1 dólar, um computador com leitor de cds e uma plotter? e é só escolher…
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dia clamo, tranquilo, com o trânsito cortado em todo o centro da cidade (talvez na cidade toda, não sei). gente a aproveitar as ruas para caminhar e andar de jinga. as notícias foram dizendo que estava tudo bem pelo país inteiro.

19:35 Proyección de medios: Evo sube al 60% y revocan a Manfred, Paredes y Aguilar
El presidente Evo Morales logró el 60 por ciento de apoyo del electorado en el referendo de este domingo y los prefectos de La Paz, Cochabamba y Oruro fueron revocados de sus cargos con una votación mayor al 50 por ciento, según un cómputo preliminar divulgado por las cadenas de televisión.
El Jefe de Estado subió seis puntos más en relación a la elección del 18 de diciembre del 2005, cuando obtuvo 53.74 por ciento de los votos válidos a nivel nacional. Con esta victoria el Jefe de Estado ve fortalecida su gestión gubernamental.
Tras conocer los datos preliminares, un grupo de militantes y simpatizantes del Movimiento Al Socialismo (MAS) se dieron cita en la plaza Murillo de la ciudad de La Paz para saludar el triunfo de Morales en las urnas, quien ayer anticipó que se produciría una redefinición del escenario político boliviano.
En la próximas horas está previsto que el Presidente de la República brinde un mensaje a la nación, en el que posiblemente convoque a los prefectos que hayan sido ratificados para retomar el diálogo a fin de superar la crisis política que atraviesa el país.
En cuanto a los prefectos, los datos proporcionados por cadenas de televisión reflejan que Manfred Reyes Villa de Cochabamba, José Luis Paredes de La Paz y Luis Alberto Aguilar de Oruro, están revocados de su mandato obtenido en diciembre del 2005. Erbol, La Paz
in La Razón


comparada com outras missões de observação, esta foi muito tranquila. desta vez não tive direito a cartão de observador internacional, nem à companhia da alegre comitiva.
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e pois, ainda lá estão. os resultados provisórios por distrito às 17:30 (hora de Dili) de hoje diziam que a FRETILIN levava 29.2%, a CNRT 22.9%, ASDT-PSD 15.8% e PD 11.7%. O número de votos contados era aquela hora, segundo a Comissão Nacional de Eleições, de 399,216 num total de eleitores registados de 529,198. A participação nas eleições foi de 81%, equivalente a um total de votantes de 426,237. Espantoso é que a diferença entre o total dos pequenos partidos todos juntos – 20.4 – seja tão alto.
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continuam. os resultados provisórios por distrito às 8 da noite de ontem diziam que a FRETILIN levava 29.1%, a CNRT 22.5%, ASDT-PSD 16.2% e PD 11.6%. O número de votos contados era aquela hora, segundo a Comissão Nacional de Eleições, de 316,117 num total de eleitores registados de 529,198. Sem informação ainda de número de registados que foram a votos. Os outros 10 partidos mais pequenos obtiveram até aquela hora um total conjunto de 20.7%
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ainda estão na contagem. os resultados provisórios por distrito às 8 da noite de ontem diziam que a FRETILIN levava 30.5%, a CNRT 22.3%, ASDT-PSD 16.8% e PD 11.4%. O número de votos contados era aquela hora, segundo a Comissão Nacional de Eleições, de 195,790 num total de eleitores registados de 529,198. Sem informação ainda de número de registados que foram a votos.
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estes são os outros quatro observadores a que me juntei às 6:15 da matina para o pequeno almoço no Hotel que, para nossa grande infelicidade, estava fechado – como todos os outros sítios. Foi assim que assistimos à abertura da votação na Escola Primária ao pé do farol ainda de barriga vazia. Depois do farto pequeno almoço fomos andando em direcção a leste a visitar uns poucos de postos. Hera. Metinaro. Manatuto. Lacló e mais não digo. Como não havia nada de extraordinário a registar – quero com isto dizer, coisa séria mais ou menos negativa que aqui mereça atenção – e tudo estava a correr bem parámos a meio do caminho para dormir a sesta na praia. precisávamos de descansar a vista depois de observar tantas coisas. diria eu que o grupo de observadores dos tugas levou a cabo uma excelente missão.
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do que eu observei pareceu-me que a organização e o empenho eram extraordinários
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as senhoras, outras estas, gostam de se manter unidas na ida às urnas. fenómeno interessante que se repete por todo o país. o que será? eu tenho a minha própria teoria, que não inclui nenhuma referência a temperaturas baixas.
agora que as eleições passaram faltam as contagens. as previsões estão acessíveis em vários sítios da internet. o ordep também fez um post sobre observações. o iodo anda um calinas e nem uma foto lá pôs.
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aconselhamos que vá de roupa fresca, porque mesmo que estejam quarenta graus à sombra já se sabe que está sempre tudo muito encostadinho. se for do grupo dos homens até pode descansar ao fresco, sentado num degrau onde passe uma aragem para não se sentir mal. as senhoras farão concerteza o favor de marcar o lugar na fila e logo o chamarão quando estiverem a chegar à porta.
o mmux promete uma grande cobertura. já tem MOP, cartão e rota aprovada pela segurança. o apedeite não se sabe ainda a que horas será, já que a abertura das urnas é às 7 da matina e o fecho às quatro. depois de um dia todo em giro, talvez não apeteça vir ao escritório blogar.
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agora podia escrever um longo ensaio sobre envolvimento em movimentos democráticos, sobre o percurso errático necessário à descoberta dos limites da liberdade ou sobre o esforço de reconhecimento de liberdade colectiva em oposição a – ou como instrumento de definição de limitações da – liberdade individual, mas num momento tão activo como o de agora em Timor sobra-me pouco tempo para a escrita.
algumas impressões merecem ficar registadas. as caras e as idades dos que por todo o país discutem fogosamente liberdade, democracia e perspectivas de futuro deixam ver expressões faciais de interesse e esperança que quase parecem universais. o afinco com que as afirmações são feitas e os desenvolvimentos das próprias afirmações em curtos intervalos temporais – hoje lutamos por isto, hoje não lutamos mais por que não ganhámos muito com a luta, hoje devemos pedir a todos para não lutar senão os nossos filhos vão só ser lutadores iguais a nós sem oportunidades para se tornarem melhores e com mais capacidade que os pais – trazem-me a uma espécie de twilight zone de memórias, quase todas elas televisivas ou fotográficas.
num recente encontro entre partidos (representantes locais todos juntos) e comunidade para discussão de estratégias locais de paz e liberdade revi o que imagino devam ter sido alguns dos temas quentes depois da queda da nossa portuguesa ditadura. que limites vamos impôr a nós próprios e à nossa liberdade desconhecida em prol de um benefício para toda a comunidade? onde é que afinal nós queremos, em conjunto, chegar com esta liberdade toda? quanto tempo demoram a democracia e a liberdade a dar frutos? o que queremos para os nossos filhos? quais são as nossas limitações para a afirmação da democracia? agora que não precisamos de lutar ou de nos esconder vamos fazer o quê como indivíduos?
vi nos olhos das várias gerações presentes – as que discutem política – esperanças muito diversas em forma e conteúdo. os jovens que esperam ainda obter algo para eles, os mais velhos a pensar na família, os mesmo mais velhos a pensar na aldeia toda. imaginei as mesmas gerações em portugal nos anos a seguir ao 25 de abril, motivados, todos a pertencer a um partido ou a outro, positivos – fossem quais fossem os motivos, esforçados por perceber mais de política, assustados por terem novas responsabilidades sociais. não digo, nem sei, se essas gerações terão tomado as decisões acertadas. sei, no entanto, que nascido em 1976 e como filho de uma democracia ainda bebé, me safei e vejo os da minha idade safarem-se com bastante mais facilidade e possível participação e esperança no seu mesmo futuro do que algumas gerações anteriores. a estas agradeço o envolvimento na construção da nossa democracia, o compromisso com a paz e estabilidade que para os da minha geração foram tão benéficos. talvez essas gerações esperem agora o prémio pelo seu investimento nos que nunca viveram senão em liberdade.
aos timorenses desejo-lhes sorte nestes momentos que me fazem parecer viver num documentário e re-olhar para as minhas próprias raízes.





