muxx


a imprensa
May 4, 2007, 9:52 am
Filed under: CULTURA, DEMOCRACIA, PORTUGAL

porque lá não há disto; porque a imprensa portuguesa está num estádio democrático, de independência e de evolução profissional incomparavelmente maior – pelo menos para quem se vê privado dela; também porque alguns dos que lá estão gostavam de poder ler estas liberdades ou sinais de democracia plena nos jornais; mas acima de tudo, porque a imprensa portuguesa é boa, atrevo-me a copiar na íntegra uma rúbrica do Inimigo Público de 4 de Maio. que me desculpe o senhor provedor.

Provedor dos Leitores | Norberto de Arriaga
“Escrevo ao provedor para me queixar de um redactor do Inimigo Público, de seu nome João Henrique, que escreve todas as semanas títulos gigantescos, que praticamente tornam desnecessária a existência de um texto que os suporte. Falo, por exemplo, de um título como “Abriu bomba de gasolina genérica que permite converter e repartir 10 euros de gasolina em pontos de cartões fastgalp, bp e repsol”. Como jornalista e membro do Sindicato dos Jornalistas, acho indigno que uma pessoa que escreve no inimigo público não domine as mais básicas regras do jornalismo”, escreve Paulo Gomes de Lisboa.
Solicitei esclarecimentos ao jornalista João Henrique quanto à acusação de verborreia verbal.
“Caguei”, explica João Henrique, paradoxalmente sucinto.
Eis as conclusões do provedor:
Pode – e deve – o jornalista João Henrique escrever títulos maiores do que um romance inteiro do Pedro Paixão! Qual é o problema?! Não seria imensamente aprasível que um livro da Lídia Jorge, com um título enorme, como “O vento soprando nas gruas”, se limitasse a ter apenas o título, sem nada lá dentro?! Qual é a melhor parte de um romance do José Saramago ou do António Lobo Antunes? Lá está: o título! Ambos os escritores, pelo que o Provedor consegue perceber, apostam tudo nos títulos dos romances, e depois marimbam-se para o romance propriamente dito! “Eu hei-de amar uma pedra!”, pensa António Lobo Antunes, “Que belo título! Agora basta encher 400 páginas com palha!”. É ou não é, Paulo Gomes de Lisboa?! Se o Saramago e o Lobo Antunes podem fazer isso, porque é que o coitado do João Henrique não há-de poder?!


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