muxx


aconselhamos que vá de roupa fresca
June 29, 2007, 12:39 am
Filed under: DEMOCRACIA, EAST TIMOR, ELEIÇÕES, TIMOR LESTE | Tags:

eleições presidenciais primeira volta timor 2007

aconselhamos que vá de roupa fresca, porque mesmo que estejam quarenta graus à sombra já se sabe que está sempre tudo muito encostadinho. se for do grupo dos homens até pode descansar ao fresco, sentado num degrau onde passe uma aragem para não se sentir mal. as senhoras farão concerteza o favor de marcar o lugar na fila e logo o chamarão quando estiverem a chegar à porta.

o mmux promete uma grande cobertura. já tem MOP, cartão e rota aprovada pela segurança. o apedeite não se sabe ainda a que horas será, já que a abertura das urnas é às 7 da matina e o fecho às quatro. depois de um dia todo em giro, talvez não apeteça vir ao escritório blogar.

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diálogos
June 28, 2007, 11:07 am
Filed under: BOA..., EAST TIMOR, ELEIÇÕES, TIMOR LESTE | Tags:

(Ele 1) – os rissóis são de quê? peixe ou camarão?
(Ela 1) – sim
(Ele 1) – não é isso. os rissóis são de peixe ou de camarão?
(Ela 1) – ah! são de vitela!
(Ele 2) – hum. então quero rissóis.
(Ele 1 e 3 e Ela 2) – nós também. são quatro de rissóis.
(Ela 1) – então vitela não é preciso?
(Ele 1, 2 e 3 e Ela 2) – hum!?…
(Ela 1) – e para beber?
(Ela 2) – vinho talvez. se os rissóis são de vitela se calhar bebemos tinto.
(Ele 2) – pode ser. mas se calhar não são de vitela
(meia hora depois)
(Ele 1) – pois. é camarão.
(Ele 3) – querias o quê…



agora sem galinhas
June 27, 2007, 10:08 am
Filed under: AGRONOMIA, EAST TIMOR, TIMOR LESTE | Tags:

basil

timor é sem dúvida um país rural, com a enorme maioria da população a depender de técnicas agrícolas rudimentares, da falta de sementes e variedades melhoradas, a depender da vontade dos bois, vacas, cabras, porcos mais ou menos selvagens, ovelhas, ratos e demais pragas de enorme dimensão quando comparadas com os nossos pulgões. depois as doenças todas – fungos, vírus, bactérias – sem tratamento, a imprecisão da chuva, os solos fracos sem árvores e sem adubos, a deterioração das encostas queimadas das montanhas e dos leitos das ribeiras que vão secando por falta de infiltração a montante.

todos estes problemas foram parte do meu trabalho para o desenvolvimento em timor, incluindo encontrar soluções e socializar os prejuízos causados por técnicas agrícolas de subsistência devastadoras. mas nenhum, no que diz respeito às minhas tentativas pessoais de sobrevivência com pelo menos algumas coisas muito boas que os supermercados todos em lisboa têm, nenhum dos problemas se compara a um: as malditas das galinhas.

foram elas que me comeram e esgravataram pelo menos três ou quatro tentativas de horta. primeiro era porque não tinha vedação, o que se mostrou logo um erro absurdo. depois porque fiz a vedação mas a mãe galinha sabia voar e saltava-me lá para dentro. depois nasceram o raio dos pintos que passavam pelos buracos da rede atrás da mãezinha. depois, para minha felicidade cresceram e ficaram grandes demais para passar. claro que, estúpido, pensei que tinha os problemas resolvidos e toca de semear tudo outra vez. depois, os pintões passaram a semi galinhas e começaram a voar. e pronto. comeram-me a terceira tentativa de horta. fiz uma outra tentativa, com rede mais fina – até já pensava apanhar as galinhas do vizinho e cortar-lhes as asas (ocorreu-me que não se escapavam dos outros animais todos que lhes atentam a vida cá na ilha) – veio uma chuvada, vieram as 7 ou 8 galinhas e foi tudo outra vez.

saí dezenas de vezes a correr de casa a enxotá-las. levantava-me de um salto da cama às seis da manhã porque as ouvia a piar de contentamento enquanto propagavam o caos na minha hortita. desisti.

mas, mudei-me para um apartamento no primeiro andar onde as galinhas não chegam. é com grande contentamento que vejo o basílico – parece que em português será mangericão – a salsa, os coentros, a rucola, e outros condimentos que não se compram por cá, a crescer rapidamente. olho-os com bons olhos, todos os dias como um verdadeiro agricultor que nunca conseguiu fazer nenhuma planta vingar. em todas as visitas à varanda tenho esperanças de que seja desta. volto para casa sempre com um bocado mais de contentamento e a sonhar com o bacalhau à braz cheio de salsa acabada de apanhar, a massa cheia de mangericão, as saladas de rucola, a açorda com coentros! as amêijoas!!!

vivo, desde que mudei para o apartamento, com muito mais esperanças agro-gastronómicas. e sem barulho de vacas, porcos e as outras ruidosas pragas que me atormentavam o sono e a horta. acho que sou, definitivamente, um gajo urbano.



a propósito de gente que se conhece em timor
June 26, 2007, 12:21 am
Filed under: EAST TIMOR, TIMOR LESTE | Tags:

maestrinafem. sing. de maestro. compositor de música; regente de orquestra ou orfeão.



парабенш фанщона
June 26, 2007, 12:09 am
Filed under: PORTUGAL

луштава де дешар уш меуш парабенш а фанщона до Tito. Desculpa lá o atraso. Abraço



passos democráticos
June 25, 2007, 5:28 am
Filed under: DEMOCRACIA, EAST TIMOR, ELEIÇÕES, TIMOR LESTE | Tags:

timor 2006 antes das eleições parlamentares

agora podia escrever um longo ensaio sobre envolvimento em movimentos democráticos, sobre o percurso errático necessário à descoberta dos limites da liberdade ou sobre o esforço de reconhecimento de liberdade colectiva em oposição a – ou como instrumento de definição de limitações da – liberdade individual, mas num momento tão activo como o de agora em Timor sobra-me pouco tempo para a escrita.

algumas impressões merecem ficar registadas. as caras e as idades dos que por todo o país discutem fogosamente liberdade, democracia e perspectivas de futuro deixam ver expressões faciais de interesse e esperança que quase parecem universais. o afinco com que as afirmações são feitas e os desenvolvimentos das próprias afirmações em curtos intervalos temporais – hoje lutamos por isto, hoje não lutamos mais por que não ganhámos muito com a luta, hoje devemos pedir a todos para não lutar senão os nossos filhos vão só ser lutadores iguais a nós sem oportunidades para se tornarem melhores e com mais capacidade que os pais – trazem-me a uma espécie de twilight zone de memórias, quase todas elas televisivas ou fotográficas.

num recente encontro entre partidos (representantes locais todos juntos) e comunidade para discussão de estratégias locais de paz e liberdade revi o que imagino devam ter sido alguns dos temas quentes depois da queda da nossa portuguesa ditadura. que limites vamos impôr a nós próprios e à nossa liberdade desconhecida em prol de um benefício para toda a comunidade? onde é que afinal nós queremos, em conjunto, chegar com esta liberdade toda? quanto tempo demoram a democracia e a liberdade a dar frutos? o que queremos para os nossos filhos? quais são as nossas limitações para a afirmação da democracia? agora que não precisamos de lutar ou de nos esconder vamos fazer o quê como indivíduos?

vi nos olhos das várias gerações presentes – as que discutem política – esperanças muito diversas em forma e conteúdo. os jovens que esperam ainda obter algo para eles, os mais velhos a pensar na família, os mesmo mais velhos a pensar na aldeia toda. imaginei as mesmas gerações em portugal nos anos a seguir ao 25 de abril, motivados, todos a pertencer a um partido ou a outro, positivos – fossem quais fossem os motivos, esforçados por perceber mais de política, assustados por terem novas responsabilidades sociais. não digo, nem sei, se essas gerações terão tomado as decisões acertadas. sei, no entanto, que nascido em 1976 e como filho de uma democracia ainda bebé, me safei e vejo os da minha idade safarem-se com bastante mais facilidade e possível participação e esperança no seu mesmo futuro do que algumas gerações anteriores. a estas agradeço o envolvimento na construção da nossa democracia, o compromisso com a paz e estabilidade que para os da minha geração foram tão benéficos. talvez essas gerações esperem agora o prémio pelo seu investimento nos que nunca viveram senão em liberdade.
aos timorenses desejo-lhes sorte nestes momentos que me fazem parecer viver num documentário e re-olhar para as minhas próprias raízes.



festa dos tabuleiros
June 22, 2007, 8:13 am
Filed under: PORTUGAL, Tomar

rafa com o tabuleiro

não vou. para os que tiverem a sorte de estar em portugal e puderem dar um saltinho a tomar deixo o programa das festas.

FESTA DOS TABULEIROS 2007

SÁBADO 30 JUNHO
Abertura da Exposição sobre João dos Santos Simões | Casa dos Cubos | 16h00
Inauguração da Exposição de Fotografia (José Matias) e Desenho (Becerra Vitorino) | Igreja de Santa Iria | 17h00
Coro de Câmara Lisboa Cantat -Entrega do II Prémio Lopes-Graça – Composição | Cine Teatro Paraíso | 18h00
23.º Festival Nacional de Folclore -Rancho de Minjoelho | Centro Histórico | 20h30
23.º Festival Nacional de Folclore -Rancho de Minjoelho | Mata Nacional dos 7 Montes | 21h30
Corrida de Toiros | Praça de Toiros José Salvador | 22h00
Arraial Popular | Jardim da Várzea Pequena | 20h00

DOMINGO 01 JULHO
Cortejo dos Rapazes | Cidade | 10h00
Desfile Etnográfico e Mostra de Trajos -ADFolclore | Centro Histórico / Zona Desportiva | 17h00
Puzzlensemble (Tomarimbando)-SFGP | Lagares d’El Rei | 21h30
Arraial Popular | Jardim da Várzea Pequena | 20h00

SEGUNDA 02 JULHO
Concertos de Fim de Tarde -Canto Firme | Salão Cine Teatro Paraíso | 18h30
Sonho de Uma Noite de Verão -Fatias de Cá | Mata Nac. 7 Montes | 19h19
Splash -Teatro Regional da Serra de Montemuro -IA / MC / Território Artes | Praça da República | 22h00
Arraial Popular | Jardim da Várzea Pequena | 20h00

TERÇA 03 JULHO
Concertos de Fim de Tarde -Canto Firme | Salão Cine Teatro Paraíso | 18h30
Sonho de Uma Noite de Verão -Fatias de Cá | Mata Nac. 7 Montes | 19h19
Contraponto | Zona Desportiva | 22h30
“Enfim a Festa – evocação a Nini Ferreira” -Canto Firme | Cine Teatro Paraíso | 21h30
Arraial Popular | Jardim da Várzea Pequena | 20h00

QUARTA 04 JULHO
Concertos de Fim de Tarde -Canto Firme | Salão Cine Teatro Paraíso | 18h30
Sonho de Uma Noite de Verão -Fatias de Cá | Mata Nac. 7 Montes | 19h19
“Enfim a Festa – evocação a Nini Ferreira” -Canto Firme | Cine Teatro Paraíso | 21h30

QUINTA 05 JULHO
Fórum do Espírito Santo -GACC | Casa dos Cubos | manhã e tarde
Concertos de Fim de de Tarde -Canto Firme | Salão Cine Teatro Paraíso | 18h30
Sonho de Uma Noite de Verão -Fatias de Cá | Mata Nac. 7 Montes | 19h19
Tomar a Dançar -Grupo de Danças de Salão da Nabantina | Salão da Nabantina | 21h00
“Enfim a Festa – evocação a Nini Ferreira” -Canto Firme | Cine Teatro Paraíso | 21h30
Banda de Sopros Holandesa -Canto Firme | Praça da República | 22h00
Arraial Popular | Jardim da Várzea Pequena | 20h00

SEXTA 06 JULHO
Cortejo do Mordomo | 18h00
Concertos de Fim de de Tarde -Canto Firme | Salão Cine Teatro Paraíso | 18h30
Sonho de Uma Noite de Verão -Fatias de Cá | Mata Nac. 7 Montes | 19h19
Inauguração das Ruas Populares Ornamentadas | 20h30
Tuna Templária | Cidade | 20h30
“Enfim a Festa – evocação a Nini Ferreira” -Canto Firme | Cine Teatro Paraíso | 21h30
Arraial Popular | Várzea Pequena | 22h00

SÁBADO 07 JULHO
Cortejos Parciais dos Tabuleiros | 10h00
Abertura da Exposição dos Tabuleiros | Mata Nac. 7 Montes | 13h00
Cortejo dos Jogos Populares | Cidade | 14h30
Final dos Jogos Populares | Parque de Campismo | 15h00
Banda de Ourém | Cine Teatro Paraíso | 17h00
Banda de Sopros Holandesa -Canto firme | Cine Teatro Paraíso | 22h00
Da Weasel | Praça Junto ao Estádio Municipal | 22h00
Arraial Popular | Várzea Pequena | 22h00
Espectáculo Pirotécnico | Zona Desportiva / Junto ao rio | 24h00

DOMINGO 08 JULHO
Procissão das Coroas e Pendões do Espírito Santo | Cidade | 09h45
Cortejo dos Tabuleiros | Cidade | 16h00
Arraial Popular | Várzea Pequena | 22h00
“Enfim a Festa – evocação a Nini Ferreira” -Canto Firme | Cine Teatro Paraíso | 21h30
Jantar com Mozart -Artónus | Convento de Cristo Quim Barreiros | Praça Junto ao Estádio Municipal | 22h00
Espectáculo Piromusical | Zona Desportiva / junto ao rio | 24h00

SEGUNDA 09 JULHO
Distribuição do Bodo | Cidade | 10h00
Espectáculo de Encerramento -Quinta do Bill | Praça Junto ao Estádio Municipal | 22h00