muxx


… não ir ao machu pichu…
October 31, 2008, 5:35 pm
Filed under: BOLIVIA

“Estimado Sr. Nuno:

No hay posibilidades de volar a Cusco, solo podría ser en Aero Sur y quedándose una noche en Santa Cruz o viajar por tierra mañana a las 8: de la mañana y llega a Cusco a las 20:00 es todo un día viajando que perdería, y el retorno sería igual saldría el Lunes en la noche para estar en La Paz al medio día.

Le ofrezco mi paquete en nuestro Eco Lodge ” Las Cascadas” con las diferentes actividades para estos feriados. Si usted gusta puede ver las fotos en la oficina. Saludos,”

uma desilusão. as fotografias de que ela fala serão do paquete ou do eco lodge? Não consigo parar de rir.

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ir ao machu pichu ou não ir ao machu pichu…
October 29, 2008, 10:05 pm
Filed under: BON VOYAGE

é fim de semana grande… a Silvia está em Cusco… há aviões directos de La paz para lá… há comboio rápido de lá para perto do machu pichu… ela diz que dá tempo… arranco no sábado de manhã… volto na segunda… Porque é que estes pensamentos não me deixam em paz? devo estar a precisar de férias…



mordomias
October 27, 2008, 8:17 pm
Filed under: EAST TIMOR, VÍCIOS

anos a viver em países menos desenvolvidos e a contribuir para melhorar a economia local. pessoas iletradas, mães solteiras, velhotes reformados, gente desempregada. que conhecia melhor os cantos das casas do que eu. ali, paralelos à vida. cheios de importância e sempre prontos. quase invisíveis.

angelina de dili, cozinheira. sempre grávida, sempre a mascar areca, sempre a pôr-me a roupa na máquina às 8 da manhã, sempre a arrumar os muitos quartos da casa durante a manhã toda, sempre a ir pondo a roupa dos outros na máquina por cima da minha, sempre a deixar-me as calças, as tshirts, os calções as meias e as cuecas a lavar dentro da máquina durante quatro a cinco horas por dia. nunca percebeu o que era isso de não misturar as cores. sempre a rir-se quando a roupa toda saía da esfrega diária azul-rosada. partia muito bem o ananás.

augusto de natarbora, cozinheiro. com algumas sessenta primaveras, antigo criado dos militares portugueses antes de 1974, teimoso que nem um burro. ia ao mercado fazer compras às cinco da manhã com o seu cavalito. cozinhava mal. obrigava-me a comer as coisas mais amargas da terra porque era bom para a malária. não usava o fogão porque tinha medo. os raros feijões frades, cebolas e atum trazidos da cidade para preparar uma saladinha, ele gastava-os a fazer uma omeleta. que não estava má. ensinou-me tetun. espero que esteja de saúde.

lusia do oecussi, empregada de estrangeiros que iam passando pelo enclave. abria-me o frigorífico por umas horas todas as manhãs “para sair o cheiro”. vinha de mototaxi, sentada à amazonas – que no oecusse sentar-se na mota com um desconhecido e com uma perna para cada lado não é de mulher digna. ao colo trazia a roupa lavada e passada. por cima da roupa trazia o gato. dizia que ele ia espantar os ratos que andavam no telhado. à tarde levava o gato outra vez para casa porque achava que eu não sabia tratar dele. contava-me dos problemas com as irmãs do namorado enquanto me fazia café. todos os dias. uma senhora.

afonso do oecussi, segurança. guardava-me a casa todas as noites e rezava até de madrugada. dava-me dicas de como lidar com a mulher do vizinho quando eles se punham a discutir e ela fugia a gritar para o degrau da minha casa. ela era louca. o marido também. a família toda também, mas ela era filha do rei. o afonso era bruxo acreditado que quando alguma coisa desaparecia da minha casa espalhava a notícia de que grandes males se iriam abater sobre o ladrão. funcionava e as coisas apareciam outra vez. fez-me a honra de trazer o bruxo mais conhecido e conceituado de timor inteiro para jantar no alpendre. colegas. de bést.

jacinta de dili, empregada de estrangeiros. ex professora, cinquenta e tal anos, fez-me decidir voltar a timor. mostrou-me como uma pessoa digna, educada, trabalhadora se pode de um dia para o outro ver privada de tudo. mostrou-me o que era estar sentada a caminho do aeroporto com medo, e raiva e sem saber se vai poder voltar para casa. voltou. sabia onde tudo estava guardado, conhece-me como poucos. ama o senhor carlos e o senhor carlos morre de amores por ela. um mimo.

yola de la paz, empregada de “oficinas” e de casas de gente com pasta. faz-me sumos de frutas e cafés todas as manhãs. traz-me o pão. é mãe de uma filha e o marido fugiu faz muito tempo. anda sempre de fato de treino. anda-me a arrumar a casa enquanto estou para aqui a escrever isto.

valem o seu peso em ouro.



en casa
October 25, 2008, 5:35 pm
Filed under: BOLIVIA, La Paz

a casa é fria, mas tem uma bela vista



vidinhas
October 24, 2008, 7:09 pm
Filed under: BON VOYAGE, PERU

o avião ainda não tinha passado as montanhas para o lado de cá. as nuvens iam deixando adivinhar o mar por perto. as hospedeiras começavam o alvoroço do “cabine crew please prepare for landing”. os ouvidos iam estalando com a descida. “we hope you enjoyed your flight”. enjoyed? mas quem é que enjoy um flight de 12 horas? – os pensamentos estremunhados de acabado de acordar iam-se misturando com o descanso de estar a chegar. a aterragem foi boa. de volta à vidinha do costume. escalas em aeroportos a ler emails. concentração em problemas de outro género. sincronização para voltar à realidade. retorno à cómoda rotina.



vizinhanças
October 24, 2008, 7:05 pm
Filed under: HOLANDA

amesterdão tem umas “vizinhanças” boas. a anocas lá está, contente. o tempo foi pouco.



En route to La Paz (ETA: Oct 24 2008).
October 22, 2008, 12:24 pm
Filed under: BON VOYAGE

delicadeza virtual “When your next destination is less than two weeks away, you’ll automatically show up as “en route” to that location” bom conceito, duas semanas são só o suficiente para aterrar. desfazer as malas. dormir. conversar e descansar. cansar-se outra vez. estar e não estar. continuar en route. a ver se isto cabe na mala….