muxx


dois e mil e oito
December 31, 2008, 5:38 pm
Filed under: HAITI

2008 portugal indonésia timor indonésia tailândia turquia indonésia timor indonésia singapura china indonésia timor indonésia portugal suiça estados unidos bolívia estados unidos haiti estados unidos bolivia peru suiça portugal suiça portugal holanda bolivia brasil bolivia estados unidos e haiti. 2008 reuniões em tétun inglês espanhol aymara quechua francês e crioulo haitiano. no final de 2008 tudo dentro das malas, como se não tivesse chegado à um mês a este país. e só neste país mudar da casa da M, para o hotel Montana, para a casa da M, para a casa do B, para a casa da M, para a casa do B e no último dia do ano, para a nova casa. neste último mês, o mmux, perdeu muitas das suas meias, durante as mudanças de poiso. a casa nova está bem arranjadinha, dá para ir a banhos e fazer desporto. 2008 os melhores amigos em timor; mudança de ilha, de hemisfério e de gente. boa gente no haiti.

2009 papas e descanso (desejo a repetir em pelo 6 das 12 passas).

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en route
December 28, 2008, 12:31 pm
Filed under: HAITI

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fils de pute
December 28, 2008, 12:27 pm
Filed under: HAITI

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et le suplementaire c’est le… zero??… zero…!?
December 28, 2008, 10:50 am
Filed under: HAITI, Port-au-Prince

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O TITANIC
December 26, 2008, 9:32 am
Filed under: ESPIRITO DO NATAL, HAITI, Port-au-Prince

não sei se é a carrinha dos gelados, ou outra carrinha. ou um sino da igreja de uma seita qualquer. mas a música do titanic aparece todos os dias vinda não se sabe de onde. será que esta metade da ilha se vai afundar?



TONTON NOEL
December 26, 2008, 9:32 am
Filed under: ESPIRITO DO NATAL, HAITI, Port-au-Prince

o pai natal no haiti chama-se tio natal



LWA DO NATAL
December 26, 2008, 9:31 am
Filed under: ESPIRITO DO NATAL, HAITI, Port-au-Prince

véspera de natal e o escritório cheio de gente, que trabalha como se fosse outro dia qualquer. não está ninguém com pressas para as compras, ninguém fala em planos, ninguém vai de viagem. os filipinos e a mauriciana telefonam às cinco da tarde, dizem que vão jantar fora, se eu quero ir também. – sim, vou só dormir uma sesta e às sete encontramo-nos aqui.

e a consoada começa. no mosaik um come caril de camarão, outro pede o peixe do dia, a moça escolhe um sashimi e o último prefere os bifes com batatas fritas. “tá aqui uma ceia” – olhe um rum sour faz favor – dois – três – quatro “bem, todos bebem, não devem ser muçulmanos. nem sei a religião destes gajos. também não me importa”. alguém pergunta a um dos filipinos – e a tua mulher, não veio? – não, diz que lhe doía a cabeça, deve ser ainda do jetlag, ficou-se por casa e deve estar no skype. vêm as sobremesas, boas, para acabar a comezaina em beleza. conversas civilizadas. vamos? vamos.

o restaurante não é longe da igreja católica. às onze da noite ainda estavam as lojas abertas. as portas da missa do galo abriam-se para os fiéis, bem vestidos, muitos e muitas com chapéus de pai natal da cabeça. muitos e muitas neste país quer dizer multidões de muitos e de muitas, metade de barrete. “lindo, os do azeite deviam fazer aqui o anúncio para o ano que vem, iam ver o fartote”.

e pelas ladeiras abaixo as ruas continuaram cheias de gente, as vendedoras sentadas no chão com os ananazes e as tangerinas e os sapatos como se não fossem mais que nove da manhã. nem sei quantos bailes passámos, uns quatro ou cinco, todos plantados no meio dos cruzamentos principais. buzinadelas, gente a dançar a toda a volta do carro, meio despida – o natal aqui é sempre assim? – não, o ano passado foi bastante parado. fogos de artifício. fogos de artifício. foguetes. fogos de artifício. – estes gajos são malucos… olha, este está a vender fogos de artifício no semáforo.

como a varanda é alta dá para ver a cidade toda. ouviam-se as músicas e a gente por todo o lado. é certo, ouve-se sempre gente nesta cidade, tapada pelas árvores. mas ontem era mais. adormeci. de manhã o dia apareceu calmo como nunca tinha visto, sem barulho, nem trânsito e às oito e meia só se ouviam os pássaros. e às nove a campaínha. a campaínha? – quem é? – a senhora que limpa a casa e que só fala crioulo e diz pelo meio Madame M e casa e duas ou três palavras que o Messieur pode reconhecer. – bon ju, madame o que é que está aqui a fazer hoje? a limpeza é às segundas às quartas e às sextas, e para mais hoje é dia de natal! – c’est ça, hoje é dia de natal, por isso vim limpar arrumar a casa. c’est ça. – humm, c’est ça. merci. “vá um gajo entender esta gente” – quer café, madame?

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