muxx


sofá
February 27, 2009, 11:39 pm
Filed under: HAITI

chegar a casa, são dez para as nove. porra. ovos mexidos. batatas fritas às rodelas. arroz. sofá. televisão. filme. no brain. a ouvir a chuva e a mudar de posição, nunca me tinha sentado neste sofá. porra. esticar a perna esquerda. esticar a perna direita. correr à casa de banho no intervalo, porreiro que os filmes que não são dêvêdês têm intervalos.

e se eu puser as duas pernas em cima desta mesa. haaaaaa. dolce vitta. dolce. fico por aqui no fim de semana.. estômago cheio de comfort food, que bueno.



rotina portóprincenha
February 24, 2009, 11:48 am
Filed under: HAITI, Port-au-Prince

pensar que se vai dormir até tarde porque é feriado e acabar a acordar de madrugada com as cantarolices dos “fiéis” que vão “orar” a uma gruta ali por trás do arvoredo – 6:30 – check. misturar cinco frutas e hortaliças dentro da zumideira e beber um zumito ultra -vitamínico para dar cabo do jetlag – 7:00 – check. dar 50 voltas à piscina e apanhar sol até secar os calções – 7:40 – check, mas foram só 40 voltas, para começar. barrela semanal, tudo bem lavadinho – 8:30 – check. o que é porreiro, dá tempo que chega e sobeja para encher chouriços até às 4:30 da tarde – hora do cinema em casa da M.



estimada mana
February 23, 2009, 2:35 pm
Filed under: HAITI

olha, escrevo-te para dizer que vou ter que me livrar de uma prenda que tu ou alguém daí de casa me mandou com muito carinho. é um galo de barcelos, dos pequenos. eu até já o achei engraçado, que ele lembrava-me das tardes a passear na baixa. e o bicho já passeou mais que o barcelenho médio, foi à bolívia, a timor e ao haiti. nunca fez barulho, não pesa, não chateia, nunca ninguém deu por ele. bem visto, nem eu mesmo dei por ele, estava alí, e pronto. só de cada vez que mudava de poiso, eu, é que me vinha à ideia metê-lo no caixote e levá-lo também.
pois agora não sei que lhe fazer. tornou-se um fardo pesado demais para um tuga no haiti. um desconforto. a senhora que trabalha lá em casa não o deixava sossegado, todo o santo dia a mademoiselle virava o galo de patas para o ar. ou isso ou escondia-o atrás de qualquer coisa. e eu, o banhista, lá ia pondo o galo no sitío dele, sem nunca pensar no assunto. até que um dia me pareceu aquilo um bocado demais e pus o galo no sítio dele, afastei toda a traquitana que podería mandá-lo ao chão, tirei todas as possibilidades para que o bicho “caísse” outra vez. e zás! à noite lá estava ele escondido atrás de um livro. pensei: temos pôrras. ou isso ou voudous.
comentei com umas pessoas, assim como quem não quer a coisa, assim tipo: olha que estranho, o galito está sempre de patas para o ar, blá blá blá, a senhora parece que tem medo dele, blá blá blá, nem sei se já me livrava era do galito. e dizem-me: deixa-me ver o galito. mostrei-lho. – epá… isto não é nada bom. este galo é preto… e tem corações vermelhos pintados… possas… por isso é que ela o esconde, que os galos pretos são um símbolo agoirento para os voudouzeiros e este, epá… este tem corações pintados, o que quer dizer que está vivo, e que se podem mandar maus olhados e o diabo asséte por ele…
e eu livrei-me do galito, logo, assim que passaram dois minutos e alguém disse que era giro e que o levava. e pronto. mas agora voltou, chegou-me à secretária outra vez… e não consigo olhar para ele sem ver a anti-taluda, a anti-ferradura, ter um friozinho no estômago. por isso, e embora muito tenha apreciado quando recebi a prenda, vou ter que me livrar dele. só não sei como, não vá o cabrão do galo aborrecer-se… só para não estar a fumar um cigarro debaixo da árvore ao lado do escritório a pensar – queres ver que um dia destes levo com uma manga nos cornos…



fim de verão
February 21, 2009, 9:38 am
Filed under: VACANCES

acaba-se mais um verão, este com chuva mas quentinho como sempre. a água do mar esteve durante esta época estival a uns 20 e tais graus, nem muito fria nem muito quente, com boas marés e mesmo mesmo como o banhista queria. as festas e os jantares atropelaram-se umas às outras, calmamente e como manda a lei e com tempo para o riléx. as conversas foram alegres, cheias, parvas, engraçadas, perfeitamente estúpidas, mesmo mesmo como o banhista queria. o banhista conseguiu ver um polícia a tirar uma matrícula a um carro, o que prova que os rumores de que os senhores andavam artilhados de chaves de porcas eram, pois, verdadeiros mesmo que isso parecesse impossível até naquela terra. fizeram lá muitas construções, parece que está tudo a melhorar. menos a comida. um clássico.



o melhor das vacances
February 20, 2009, 10:12 pm
Filed under: VACANCES

foram muita boas



o pior das vacances
February 20, 2009, 10:09 pm
Filed under: VACANCES

acabaram



gorgulhos barak
February 18, 2009, 1:47 am
Filed under: HAITI

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